Dia 25/04/2011


Perdi a minha lâmina, a lâmina que podia ou não fazer a barba a muita gente... É pouca a luz que tenho, mas ainda vejo as linhas… desculpa tê-la perdido… assim que tiver contigo prometo-te dar-te uma nova…

A cada dia que passa penso… quando vou eu e ele ficar “completos”? esse dia tarda a chegar… mas tenho sorte… fui feito e criado com paciência… a pressa é inimiga da perfeição…

Esta muito, mas muito longe de tudo isto acabar… melhor ainda, nem começou, como a pouco me disseram… tive um olhar novo em cima de mim e nem me mexi…já o outro olhar nos deixou vidrado…água vi… foguete que vai… texto este que não é trabalhado, mas leva muito trabalho em cima…

O olho que vi, o olho que quero continuar a ver é sensível interior e exteriormente, e talvez arrepiante… impossível de não fixar… uma imensidão branca com três cores no centro, verde de esperança, castanho de respeito e amarelo de beleza… duas e trinta e nove, assim me despeço? ainda não… não me calo assim embora pareça… tudo o que tenho sai… mas sai para aqui… mas já faltou mais para me mostrar cá fora e o choque pode ou não ser grande… o jeito pequeno, o tom frágil, junto com a sensibilidade são coisas simplesmente… lindas… é assim um pouco daquilo que te descrevo… o olhar, a foto única, o olhar sádico de quem te quer comer vivo… a película aderente que cola o meu olho ao teu é algo que não sei explicar, mas sei viver…

A cabeça nunca vai para, e o pensamento para aqui ade vir parar… sou assim, assim serei… este é um puzzle que faço… em que colo as peças mais pequenas no devido sitio… mas… este quero acaba-lo e… ficar com ele para mim…

Assim me deixo, com a letra a mirrar… sabendo que amanha tenho o mesmo puzzle para completar… não prometo voltar… mas se o fizer, sei para quem e para onde me virar.

Fecho os olhos e abro outros mais vivos e maiores que os meus…

Dia 19/04/2011

Assim estou assim escrevo, ele fez o que é dele, eu limitei-me a fazer o meu… isto penetra-se naquilo e ficamos assim…ele ainda se governa eu para aquilo já não tenho forças… só para isto… umas no papel outras no tele-movél… faz-se de branco o céu através de umas lanternas, já eu hoje não saiu da caverna… aqui chego, por aqui me fico…

Dia 18/04/2011


Três e quarenta e nove… deitados, isolado e longe dos imprestáveis, alterado luto pelos meus interesses… não deixaram o pequenino escrever durante a tarde, por isso agora faço-o sem temer…

Quem era o Pessoa? Era Fernando Pessoa, um artista alterado pela pessoa que é! As ervas medicinais davam-lhe palavras até não mais! E quem sou eu? O bentinho? O bent? O Fábio? Há já sei! É como ele diz o amigo… mas só amigo! Olhem no que deu, anos passaram e a cabeça cresceu, tudo o resto se manteu…

Torno a gostar? Torno! Tenho medo de gostar? Não, felizmente não escolho o sentimento. Quem gostar vai desfolhar, vai procurar… vai descobrir pequenos pormenores perdidos nas laterais cerebrais…até mais não dá-se um clarão, fecho os olhos e tenho solidão! Solidão não! O fim de uma paixão! Não! O início do princípio meio e fim…

Dia 16/04/2011

Ser ou não ser... ter ou não ter... confuso... não, quer dizer sim... baralho-me com o tempo... baralho nada... nunca estive tão lúcido... não o faço "isto" sem um porque... mas já faz parte de mim... ou nós como queiram... detesto ser olhado como nós... mas a quem adore chamar por mim assim...nada perdemos em tentar arriscar... mas também pouco ganhamos... não dará para passar de um simples psicólogo... é muito provável que tudo isto seja verdade... não ganharia nada em mentir a mim mesmo... escrevo sem limites e pontos e pontos surgem como sempre... conseguiria eu escrever sem pontos? não mesmo... teria que me adiantar na conversa e as vezes é preferível que isso não aconteça... as cabecinhas não são todas iguais graças aos pais e as mães, uns não percebem coisas simples, outras só percebem a complexidade, e outros nada percebem... coitados... prometo que de hoje em diante, não me vou chatear muito mais... acalmei, e não devo reagir a provocações... posso dizer que me sinto... digo isto também por ele...

Pisar terrenos movediços, dá e cria problemas... aos quais nunca vais saber ao certo se a tua casa lá construída ficará segura... se a própria pessoa a viver lá fica em segurança... isto porque é mesmo assim que tudo funciona... nunca nos dão certezas, mas incertezas chovem com certeza... hoje confio nele... ele não sei em quem confia... mas ponho as mãos na agua, que no fogo queima em como ele nem nele próprio confia...

Já me senti assim antes, a muito antes atras... retrocedo no sonho e penso... já passou? acorda por amor de Deus... que sonho que quê! infelizmente e felizmente é tudo verdade... não é sonho mas sim o oposto...

Estou constantemente a relatar, tudo, mas tudo o que me vai na cabeça... isto não é nada normal... mas também não é anormal... o que é ser normal? não sei, não quero saber e até teria raiva que de quem saiba... tenho um universo só meu, que poucos ou quase nenhuns conehecem, e não se dão ao trabalho de conhecer... não diria aborrecido, por não ter a felicidade do meu lado, mas massado com tudo isto sim...

Nunca tive jeito para despedidas, mas certamente esta não é uma delas... ainda não é esta...

O dia já foi... agora gozo a madrugada enquanto bloqueado estou... bloqueado no meu próprio vicio... vicio que me vicia... vicio bom... agua vejo... agua vi... que já não vejo... é cedo de mais para o sol nascer e cedo pra ele se levantar... assim me deixo, dos maus olhares... e me dirijo aos que me vão acordar...

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