Perdi a minha lâmina, a lâmina que podia ou não fazer a barba a muita gente... É pouca a luz que tenho, mas ainda vejo as linhas… desculpa tê-la perdido… assim que tiver contigo prometo-te dar-te uma nova…
A cada dia que passa penso… quando vou eu e ele ficar “completos”? esse dia tarda a chegar… mas tenho sorte… fui feito e criado com paciência… a pressa é inimiga da perfeição…
Esta muito, mas muito longe de tudo isto acabar… melhor ainda, nem começou, como a pouco me disseram… tive um olhar novo em cima de mim e nem me mexi…já o outro olhar nos deixou vidrado…água vi… foguete que vai… texto este que não é trabalhado, mas leva muito trabalho em cima…
O olho que vi, o olho que quero continuar a ver é sensível interior e exteriormente, e talvez arrepiante… impossível de não fixar… uma imensidão branca com três cores no centro, verde de esperança, castanho de respeito e amarelo de beleza… duas e trinta e nove, assim me despeço? ainda não… não me calo assim embora pareça… tudo o que tenho sai… mas sai para aqui… mas já faltou mais para me mostrar cá fora e o choque pode ou não ser grande… o jeito pequeno, o tom frágil, junto com a sensibilidade são coisas simplesmente… lindas… é assim um pouco daquilo que te descrevo… o olhar, a foto única, o olhar sádico de quem te quer comer vivo… a película aderente que cola o meu olho ao teu é algo que não sei explicar, mas sei viver…
A cabeça nunca vai para, e o pensamento para aqui ade vir parar… sou assim, assim serei… este é um puzzle que faço… em que colo as peças mais pequenas no devido sitio… mas… este quero acaba-lo e… ficar com ele para mim…
Assim me deixo, com a letra a mirrar… sabendo que amanha tenho o mesmo puzzle para completar… não prometo voltar… mas se o fizer, sei para quem e para onde me virar.
Fecho os olhos e abro outros mais vivos e maiores que os meus…
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