Deitei-me era meio tarde meio cedo... o que via? rigorosamente nada... tinha a casa esfumaçada... corredor cheio de neblina, portas abertas, parecia caminhos traçados por ele mesmo... escolhi a porta mais a direita... abri, e fechei... depois... olhei...mas...que... é...isto... uma cama, feita para eu me deitar, uma televisão ligada com o programa a dar... mal se via a janela que ao fundo estava, devido a fumaça presente... como é que vos vou explicar tal coisa... eu perguntei, é hoje que me levam? o fumo entra-se-me pelos orifícios de desgaste e ... de mais nada me lembro... hoje meio exausto, de nariz tapado, de boca seca... pergunto a ele, "que passa"? no lo sie... tudo tão estranho, não assustador, verídico, interessante, bonito e terminal. Acordei de vista lavada, de boca molhada, pensamento vazio, só não acordei num lugar sombrio... hoje penso, que foi aquilo? imaginação minha? imaginação tua? não pode... demasiado real e vivido para isso... só uma coisa não me saiu da cabeça, foi aquela pequena criatura, desculpa a expressão, a cabeça deu voltas de trezentos e sessenta graus e perdeu todas e quais órbitas existentes... mas aquela não lhe saiu da cabeça... perdão!
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