Não sei como descrever, não sei como perceber... mas parecem esperanças...
De tantas, mas tantas coisas que não gosto são esperanças. recordam-me de tempo louco, tempo cego para ele, e para mim tempo perdido de tanta boa ilusão... crio o bichinho cá dentro e depois, não consigo dar de comer ao bichinho e ele morre... É sem duvida o que doi mais nas esperanças, no filmes feitos por nos, que nem em exposição no cinema vão estar... filmes pensados por nós, contados por vós e que morrem antes de serem exibidos...
A nossa cabecinha faz-se em papa, mordemo-nos a pensar no que é bom, no que sabe bem e no que nunca vai ser mais que bom... tantos três pontinhos... ainda bem que eles existem, não gostava de falar sobre eles nem num passado anterior, nem no presente vivido...
Transtorna-me as mudanças de gosto de um ser para com o outro... assusta-me, leva-me a pensar se realmente gostou! ohh se fez só de conta... Mas nem tudo me assusta.
Olho em meu redor, e não o vejo a ele nem a mim... vejo o meu amontoar de ossos, a minha moldura não perdida, mas baralhada e eu com a devida responsabilidade de lhe dar forças e seguir na direcção correcta.
A noite cai, a lua levanta-se, o sol falece e o vento arrefece... a brisa passa, o pensamento vagueia, a cabeça pára e indecisão bloqueia...
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